É difícil falar sobre Anne, principalmente quando um dos requisitos é analisar um site dela e desenvolver em cima disso. É incrivelmente mais difícil quando você não teve chance de explorá-lo o suficiente.
Farei o meu melhor.
Comecei a ler Anne por ler, e como se não fosse verídico. Acontece que eu nunca li livros desse tipo, sempre leio livros que fogem da realidade, adoro viajar e fugir dessa confusão que as vezes é a vida. Então Anne para mim foi mais um livro de conto de fadas, no início, bem, ele começou mal, piorou e o seu clímax foi atroz. Decepcionei-me, sou mal acostumada, finais felizes sempre foram praxe para mim.
Aula de português, explicação de como devemos ler Anne. Coloque-se no lugar dela. Entre no Anexo Secreto como se fosse a Anne. Respire como ela. Sofra como ela, seja a Anne. O último requisito não foi necessário esforçar-me tanto, pois todas nós temos um pouco de Anne, ou gostaríamos de ter. Lunática? Não estou sendo.
Anne recebeu críticas demais (viva e morta), teve problemas demais, sofreu demais, amou demais, chorou demais (isso é algo em que somos incrivelmente iguais). Frank provavelmente conseguiu viver o bom e o ruim em doses bem altas, teve overdoses de coisas ruins, sejamos sinceros.
Provavelmente se Anne estivesse viva seu diário não estaria sendo lido por ai, não porque ela não publicaria, mas sim porque somos asseclas fiéis de histórias desgraçadas com finais tenebrosos, e se o conto for real, e o final não for atroz não ficamos apetecidos. Então Anne acaba sendo a personagem principal de uma das piores coisas que já li, o horror desse livro não supera o de alguns que eu já presenciei, mas o fato de ser real conseguiu me desmilinguir em lágrimas.
Brenda Fontana
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