segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Aí eu fechei os olhos

Já passei por muuuuuitos micos na minha vida, escolher um vai ser difícil. Vou contar o que me zoam até hoje.
Quando era pequena (e um pouco até hoje, para ser verdadeira) eu tinha uma atração por lama, algo não controlável, era só eu ver uma poça que eu me jogava nela. Em um belo dia, voltando do balé a pé com a minha mãe, após uma noite de chuva e com a rua cheia de megas poças eu começo a tender para um rio de lama.
 Minha mãe pede encarecidamente para que eu ande pela outro lado da rua – “SAI DAÍ, O DEMÊNCIA! VOCÊ VAI CAIR NA DROGA DA POÇA!”, eu como boa filha continua indo em direção da poça, recebo outra advertência “ BRENDA, VEM PRA CÁ, VOCÊ VAI CAIR NA POÇA!” , eu continuo andando e caio no rio de lama, eu fiquei com lama até nos olhos, cada parte do meu corpo gordo de criança estava sujo. Minha mãe começa a rir, são nesses momentos que você vê o amor de mãe se manifestando... Aí eu percebo que perdi meu chinelo no meio da lama, quando informo a mama ela diz: “Você só entra em casa depois que achar o chinelo!”, eu comecei a chorar, e as pessoas passando pela rua tinham o simples instinto sádico de rir da gordinha cheia de lama que chorava :/ . Aí depois de uns 10 min, que para mim foi uma eternidade, uma moça que passava de carro para, olha para mim e pergunta o que aconteceu, ai eu explico blá blá blá, ai a Valeska (coloquei esse nome nela agora) começa a me ajudar, ela tira o salto e entra na lama, uhulless, ela acha o meu chinelinho *-*.  Então, mamãe deixou eu entrar em casa, me lavar do lado de fora, e ajudou a Valeska se limpar, a tia Beta (como mamãe é conhecida) contou a história para todos os meus primos, que não prestam muito e riram da minha cara, toda vez que ela contava eu chorava, agora acho que sou a que mais ri. :l

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